

Foz do Iguaçú
Curitiba - PR
Ilha do Mel - PR


Foz do Iguaçú
Curitiba - PR
Ilha do Mel - PR
Postado por Douglas Stange às domingo, abril 30, 2006 0 comentários
PURA NOSTALGIA!!!
Mais um post das séries "Bons tempos que não voltam mais", "Como é gostoso sentir saudades"
O texto não é de minha autoria; porém não pude deixar de me ver em várias de suas passagens!!!
TV Tupi: saudades de um tempo que não volta mais
Para as crianças e adolescentes de hoje em dia, é algo absolutamente corriqueiro dispor de vários canais de tevê, cinemas, jogos eletrônicos dos mais variados, DVD etc. Mas houve um tempo em que um simples aparelho de televisão era um verdadeiro prêmio para as crianças e jovens que gostavam da alegria e magia de filmes, desenhos animados e seriados. Entre as redes de televisão no Brasil, talvez nenhuma outra tenha representado tão bem esse "prêmio" quanto a extinta TV Tupi.
Entre os anos de 1975 e 1979, vivenciei momentos simplesmente incríveis, através da TV Tupi de S. Paulo, canal 4. Assisti aos anos derradeiros da emissora, quando ela já não era mais considerada a melhor já a algum tempo. Mas não importava: o que me atraia mesmo eram os desenhos animados, filmes de ficção científica, de western, aventura e os seriados, sobretudo os japoneses. Em meio aos nostálgicos, há um sentimento de perda e saudade. De um momento mágico que passou e que nunca mais voltará. Eu que abria mão de jogar bola, correr pela rua, empinar pipa, para assistir desenhos animados e filmes.
Sempre achei que a programação da TV Tupi na área infanto-juvenil era melhor do que a que a da Rede Globo. No ano de 1975, a Tupi colocou no ar, chamadas para sua nova programação infantil. Eram apresentadas imagens do episódio piloto da série de animação Thunderbirds, realizando o resgate de um enorme avião de passageiros. Havia também o desenho do Homem Aranha - do tempo em que os nomes dos personagens eram "aportuguesados" (Peter Parker, por exemplo, era chamado de Pedro Prado), o desenho dos sapos Toro e Pancho, da Pantera Cor-de-Rosa, do Inspetor Clouseau. Algo que me chamou muito a atenção.
Na época, lembro-me que a Tupi exibia, no período da tarde, além de desenhos, seriados japoneses, como Ésper (aliás, um dos episódios que mais me assustaram, foi quando uma bizarra criatura marinha atacava e destruía submarinos. Outro foi quando pessoas mergulhando num trampolim de uma piscina, eram lançadas para outra dimensão, aparecendo na beira de um abismo!). Ultraman e Ultraseven, e seus alter-egos terrestres, Idek Go e Dan Moroboshi, respectivamente, também eram "freqüentadores" da tela da Tupi durante as tardes, bem como Robô Gigante e Vingadores do Espaço. 
Lembro como se fosse ontem da ocasião em que ao sair da escola pública onde freqüentava o jardim de infância, em 1978, ao passar na casa de minha avó por volta das 16h, liguei rapidinho a televisão e assisti a um fantástico filme de ficção cientifica. Nele, uma estranha criatura que parecia um lagarto humanóide, aumentava de tamanho ao longo do filme. Mais estranho ainda era o monstro lutar com um elefante, numa cidade cheia de ruínas (que depois descobri ser Roma). Esse filme ficou gravado na minha memória e só após muitos anos soube que o filme era "20 Milhões de Milhas para a Terra", um clássico da ficção cientifica dos anos 50. Aliás, filmes como esse eram exibidos corriqueiramente nas tardes da Tupi, num programa chamado "Cinema 4" (mais ou menos equivalente à "Sessão da Tarde" da Rede Globo). Muitos dos mais fantásticos filmes de ficção que eu já assisti passaram por ali. Tais como "A invasão dos Discos Voadores" (1956), onde a cidade de Washington era arrasada por discos voadores, e ainda "O Monstro do Mar Revolto", (1955), onde um imenso polvo destruía a ponte Golden Gate na cidade São Francisco.
Após essa sessão de filmes, eram exibidos os desenhos dos heróis da Marvel, Hulk, Namor, Capitão América, Homem de Ferro, Thor, e outros como A Princesa e o Cavaleiro, Speed Racer e King-Kong. Por volta de 1978, no final das tardes, a Tupi passou a exibir episódios de séries de animação, como Stingray e Capitão Escarlate. Este último, foi muito bem produzido com histórias assustadoras onde uma organização especial defendia a Terra contra invasores espaciais, os Misterons. Por volta de 1979 a Tupi passou a exibir no final da tarde o Clube do Mickey, além de uma interessante paródia brasileira de Os Três Patetas, chamada "Os Pankekas", que eu achava muito engraçada.
Aliás, 1979 foi o último ano em que a Tupi funcionou com alguma regularidade, e foi nessa época que assisti a séries como Mulher Elétrica e Garota Dínamo, Ark II, Joe 90, o desenho Super-Presidente, todos exibidos no programa Domingo no Parque, do Sílvio Santos, então ainda transmitido pela Tupi.
No período noturno, no final de noite, a Tupi apresentava filmes que hoje seriam considerados clássicos: "A Guerra dos Mundos" (1953), que eu não pude assistir até o final pois minha avó ficou brava porque eu estava acordado até "tarde" e me mandou dormir); "Robson Crusoé em Marte" (1964); "A Mosca da Cabeça Branca" (1958); "O Retorno da Mosca"; "Os Pássaros". Os filmes de horror da empresa britânica Hammer, incluindo a série Drácula, estrelados por Cristopher Lee, também foram exibidos.
Os seriados da Tupi também eram muito bons: Columbo, McCloud, Petrocelli (todos policiais); Espaço 1999; A Família Dó-Ré-Mi e M*A*S*H, são mais algumas das séries transmitidas. Por outro lado, nos últimos anos da emissora, 1979/80, o canal às vezes permanecia dias fora do ar. Eu ficava desesperado, pois gostava da programação da tarde (inclusive séries como Túnel do Tempo). Lembro também de especiais que a Tupi exibia, como a "Semana da Ficção Científica", apresentada provavelmente em 1979, quando foram exibidos (sempre nos finais de noite) filmes como "O Monstro da Bomba H", "Quarta Dimensão", entre outros que hoje são considerados trash, mas que na época assustavam.
Por fim, em 1980, a emissora saiu do ar durante vários dias, ficando somente a sua logomarca na tela da tevê, até que um dia o sinal não foi mais retransmitido. A verdade é que, nessa época, eu não senti tanto o fechamento da Tupi, pois a Rede Globo já apresentava filmes e desenhos que supriam em parte, as lacunas deixadas. Além disso, a partir de 1981/82, a TV Record - São Paulo, começou a ser retransmitida para minha região e uma parte considerável dos filmes, desenhos animados e seriados, que haviam pertencido à Tupi, passaram a ser exibidos pelo canal. Também a TVS (atual SBT), tinha como parte de sua programação alguns seriados da Tupi, como por exemplo, Ultraman. Contudo, alguns filmes e desenhos que eu havia assistido na Tupi nunca mais foram exibidos na tevê e aí sim é que a saudade bateu.
Talvez grande parte do nosso imenso saudosismo em relação à Tupi, seja proveniente não apenas de sua programação, mas também da época em que era exibida. Um tempo onde não existia tanta violência e a televisão tinha programas interessantes e inteligentes. No meu caso, o trem era um dos principais meios de transporte na região onde eu vivia e meus pais levavam eu e meus irmãos para dar voltas de carro pela cidade, comer lanches num pequeno bar em frente ao cinema local, onde era divertido ficar olhando, pelas vitrines, os cartazes dos filmes em exibição. Ou seja: saudade de coisas singelas e inocentes que seriam consideradas "tolas" hoje em dia, mas que faziam a alegria dos jovens. E entre essas alegrias, estava a TV Tupi.
Paulo Zamboni é colaborador do RetrôTV.
Postado por Douglas Stange às terça-feira, abril 25, 2006 0 comentários
Postado por Douglas Stange às quinta-feira, abril 20, 2006 0 comentários
Voltando a postar.
Feriadão normal: morgação na sexta, balada no sábado e almoço de família no domingo.
Pouco chocolate, e até é bom nesses tempos de reeducação alimentar e mal-estares estomacias...

Na Popscene, nada demais. O grande destaque foi uma montagem de "Rock The Casbah" do Clash com "Somebady Told Me" do Killers. Os vocais da segunda sobre a base da primeira. Tcaram outras montagens tb., que eu não tinha nem noção do que se tratava. Gente muito doida!!! Teve até uma mina muito louca que me assediou umas duas vezes e ficou dizendo-me coisas sem o menor nexo; depois saía fora de uma hora para outra da mesma forma como havia surgido. Devia estar drogada, coitada...

Postado por Douglas Stange às quarta-feira, abril 19, 2006 0 comentários
Postado por Douglas Stange às sexta-feira, abril 14, 2006 0 comentários
Postado por Douglas Stange às segunda-feira, abril 10, 2006 0 comentários
Postado por Douglas Stange às sábado, abril 08, 2006 0 comentários


Vê se me entende, olha o meu sapato novo Raul Seixas Uma ótima semana à todos!!! |
Postado por Douglas Stange às domingo, abril 02, 2006 0 comentários
Dois anos mais tarde, fuçando na banca de ofertas da loja Prodisc (onde costuma-ve encontrar jóias raras à preços acessíveis, bastando para isso, ter paciência para ficar no mínimo meia hora revirando LP'S), deparei-e com outra coletânea dos Kinks cujo título me fez perceber que não se tratava daquela citada na Rock Brigade. Porém, ao ver o nome das músicas, notei que "You Really Got Me" estava lá. Não tíve dúvida; comprei o bolachão de vinil na hora (o preço na época, sei lá, como se fosse uns R$ 10,00 ou R$ 15,00 hoje em dia). Ao chegar em casa, não titubiei: nem troquei de roupa, botei o bolachão na vitróla ("vitróla"?!!!! ai ai ai, tô ficando velho...), direto em "You Really got Me".
Indiscritível o que sentí ao ouvir os primeiros acordes. Mesmo com a "distorção" da guitarra parecendo meio tosca (essa música é de 1964; quando ainda nem se sonhava com pedais de efeito e tal distorção provávelmente foi obtida acientalmente, os caras chaparam e resolveram manter), a música como um todo é fantástica; imaginei o impácto que causou na época!!!
A faixa seguinte "All Day and All Of The Night" seguia a mesma linha (os caras definitivamente gostaram da tal guitarra distorcida). Quem é fã do The Doors, já deve pelo menos ter ouvido falar que uma música da banda de Jim Morrisson & Cia ("Hello, I Want You", não sei se o título é esse, mas começa com essa frase) é plágio de "All Day..". As melodias são identicas, na melhor das hipóteses é uma homenagem. Logo depois, na faixa seguinte, uma cover de "Long Tall Sally", clássico dos primordios do rock'n'roll cinquentista; onde os caras cantavam como se estivessem embriagados (e se bobear,até estavam...) encaixaram um solo de gaita um pouco desafinada e uns berros infernais. Demais!!!! Meu,não dá prá ficar falando muito nesse disco. Só ouvindo para se ter uma idéia!!!!Postado por Douglas Stange às sexta-feira, março 31, 2006 0 comentários
Se algum dia seu cachorro lhe disser isso, reclame com veterinário dele (e com seu psiquiatra)
KKKKKKKKKKPostado por Douglas Stange às terça-feira, março 28, 2006 0 comentários

Deixar ir embora.
Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, isso apenas o envenenará e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos não aceitos, promessas de emprego sem data marcada para começar, decisões sempre adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Paulo Coelho
Postado por Douglas Stange às domingo, março 26, 2006 0 comentários
Postado por Douglas Stange às sábado, março 25, 2006 0 comentários
CARUARA, ÁREA CONTINENTAL DE SANTOS-SP; 12/03/06
Conforme o prometido, com duas semanas de atrazo.
Seguinte, o passeio foi extraordinário. Apesar da trilha árdua, com 4 ou 5 travessias de corredeiras, e no final, uma sublida íngrime, com uma espécie de "escadaria de raízes" (a subida toda deve ser como subir uns 3 ou 4 andares de escada).
No final, vale a pena!!!
Queda d'água de uns 10 ms de altura, piscina natural, massagem na cascata (agua estava frrriiiiiiaaa.....), enfím; um passeio inesquecível!!!
Como estas fotos estão um cadinho pesadas, demorou p/ carregar...
Quem quiser todas as fotos, é só me mandar um e-mail que eu mando zipadas!!!
Postado por Douglas Stange às quinta-feira, março 23, 2006 0 comentários
Esta semana que se inicia estou adotando um novo regime monetário. Impús um limite de gastos diários. As metas são fazer com que minhas reservas durem pelo menos até o dia do meu aniversário, 20 de agosto. E claro, fazer entrar mais. Preciso por rumos sérios na minha vida.
Quero sair da casa do meu pai, aquilo lá já não dá mais!!!! Todos dizem prá ter paciência, pq. ele já tem uma certa idade, enfrentou problemas de saúde, que eu não posso ser egoísta. O fato é que; pra encher minha paciência, a idade e a saúde não atrapalham em nada!!! Hoje mesmo, ele está desde de manhã cedo, jogado na cama (ele fica assim o dia inteiro, todos os dias) com uma porra de uma revista sobre shoppings, comentando sobre tudo que está escrito lá, repetindo tudo feito um papagaio...
Ah...
Ninguém merece!!!!
Entretanto, darei um jeito de estar sempre postando. Apesar do que as aparências podem induzir, eu não acho muita graça em viver sem isto aqui!!!
Semana passada, no dia 12/03 fui com o povo da ginástica fazer uma trilha até uma cahoeira em Caruara, na área continental de Santos. Um belo local, a cacheira é maravilhosa, dez metros de queda com um piscina natural. A temperatura da água não ajuda muito no começo, mas depois que o corpo acostuma, fica uma maravilha. Bom mesmo é ficar debaixo da queda d'água massageando a coluna!!!! Um dos partici´pantes ficou de me passar as fotos e estou aguardazndo. assim que as tiver, publico por aqui!!! Quem ver, vai ficar com água na boca e vai querer conhecer tb., tenho certeza!!!
Usando, mais uma vez meu bordão:
ENTÃO É ASSIM, NÉ?!!!
Postado por Douglas Stange às domingo, março 19, 2006 0 comentários
Postado por Douglas Stange às sábado, março 18, 2006 0 comentários
FILHO ILUSTRE DA TERRINHA
Com a palavra, o leitor. |
Postado por Douglas Stange às quarta-feira, março 15, 2006 1 comentários
Você entende um Mod?
Por: Hígor Coutinho
O século XX, apelidado pelo pensador alexandrino Eric Hobsbawn como a "Era dos Extremos", entre guerras colossais e avanços científicos benéficos e ao mesmo tempo catastróficos, reservou um lugar especialíssimo para a juventude.
Pela primeira vez na história, uma fatia da população mundial se fazia diferenciar não pelas características econômicas, sociais, geográficas, raciais ou políticas, mas sim pela faixa etária. A partir da segunda metade do século, impulsionada por uma novíssima forma de música e comportamento, a juventude tomou o poder!!
Como a História gosta (e precisa) de nomes e datas, quem inaugurou oficialmente essa nova era, em 12 de abril de 1954, foi Bill Halley e seus Cometas, com "Rock Around The Clock", música que, posteriormente associada ao filme "Blackboard Jungle" (lançado no Brasil como "Sementes da Violência"), chocou violentamente a conservadora, religiosa e ainda muito racista, sociedade estadunidense.
A indústria fonográfica de então, numa tentativa de embranquecer o tal ritmo negro, vê no garoto Elvis Presley sua mais viável oportunidade. Mas, apesar do sucesso branco de Elvis (ou talvez impulsionados por ele), novos meteoros negros riscavam o céu de tio Sam: Little Richards, Chuck Berry, e até James Brown, entre tantos outros, galgavam lugares respeitáveis nas paradas de sucesso.
Contudo, com a ida de Elvis para o exército e a conseqüente saturação desse novo gênero que já não dava sinais de longevidade, o rock viveu um grande hiato entre 1959 e 1963. Os grandes ídolos de outrora agora enveredavam pelo caminho mais lucrativo da country music e das baladas açucaradas. A morte do rock era anunciada pela primeira vez.
Se nos EUA o rock havia morrido, o velho mundo, representado pela austera sociedade Inglesa, indicava que seria o berço de seu glorioso renascimento.
God Bless The United Kingdom!
Não se sabe ao certo o porquê, mas é certo que os jovens do Reino Unido se preocupavam em associar suas preferências musicais ao modo de se vestir mais do que em qualquer outra parte do planeta, e isso, somado a uma série de fatores sociais, os dividiu em tribos urbanas rivais que se odiavam.
O mais forte expoente dentre todos esses grupos foi apelidado pela imprensa local como "Moderns", ou simplesmente "Mods".
Para se compreender universalmente o surgimento do movimento Mod, é preciso entender várias das transformações ocorridas no início do século XX.
Less Is More!
O Modernismo, desencadeado por nomes como Pablo Picasso e sua tela "Les Demoiselles D'Avignon" tida como a inauguração simultânea do cubismo e da arte moderna, influenciado pelas construções do arquiteto norte-americano Frank Lloyd Wright e pelo movimento Art Nouveau, pode ser considerado como ponto de partida do que viria a ser conhecido, mais tarde, como movimento Mod.
A abstração, uma das principais características da arte do século XX, somada a idéia de simplificação formal ("Less Is More"), moldaram no inconsciente artístico de então a negação do realismo obrigatório a que estavam atreladas todas as escolas anteriores, criando espaços para as mais subjetivas invenções.
Dentro desse contexto, foi declarado o Manifesto Futurista, por Marinetti, que conclamava a uma arte mais móvel, agressiva e urbana; "a beleza da velocidade" .
No pós-guerra, os ideais modernos ganharam muita força, a cultura do jazz fervilhava ao som das big bands, os anos quarenta rebolavam as notas do swing e desfilavam as vistosas "zoot suits", ternos folgados que permitiam grande liberdade de movimentos.
Porém, com esse sopro de mudanças o jazz moderno ganhava terreno, com Miles Davis, Gil Evans e tantos outros, e isso acabou significando o rompimento com a tradição "hot" entretenedora do jazz, acompanhado por uma mudança de visual; ternos mais sóbrios substituíram as largas "zoot suits".
O be-bop era bastante consumido na Itália, e o design de moda se inspirava diretamente no visual dos músicos. Surgira ainda a necessidade da criação de um meio de transporte que acompanhasse todas essas mudanças, comportamentais e estéticas. Apareciam as primeiras "Scooters", motonetas produzidas principalmente pelas companhias Piaggio-Vespa e Lambretta.
Nos últimos suspiros da década de 50, os jovens ingleses já absorviam todo esse universo comportamental: eram consumidores ávidos do "modern jazz" estadunidense (além do ska, soul, rocksteady etc.) e se vestiam como seus músicos (conseguiam seus bem cortados ternos, ocasionalmente, nas lixeiras da famosa Carnaby street). Adoravam filmes Nouvelle Vague (New Wave), pilotavam "scooters" italianas e cortavam os cabelos ao estilo francês. Incrivelmente tudo sustentado com o salário de office-boy!
Eram, em sua maioria, membros da juventude judaica que habitava os bairros da classe média baixa londrina, onde conviviam com os recém chegados imigrantes jamaicanos que ajudavam a lotar os clubes de be-bop e os coffe-bars. Não tardou para a imprensa rotulá-los como "moderns". A partir daí, a oralidade fez o seu papel e o neologismo "Mod" se popularizou.
Aliás o termo "Mod" apareceu pela primeira vez no ensaio "Today There Are No Gentlemen", em 1962 num diário londrino. O livro (e depois filme) "Absolute Beginners" de Colin Maclness, retrata bem essa fase de explosão do movimento, através do estereotípico personagem The Dean.
Complementando o ideário do "Less is More", o fardamento Mod cultuava as camisas Fred Perry, botas Clark Desert, calças Levi's, além das famosas camisetas com o símbolo da Royal Air Force (círculos concêntricos, vermelhos, brancos e azuis), conseguidas através das novíssimas técnicas de serigrafia. E para completar o uniforme modelo, era preciso ostentar uma das famosas parkas militares, que nos fins dos anos 50 eram usadas somente para proteger as roupas caras da poeira e chuva. Porém, rapidamente este ítem se transformou em adereço obrigatório.
A trilha sonora oficial de então, era a música soul de selos estadunidenses como a famosa Motown, a Tamla, ou ainda a Stax. A combinação de elementos do soul americano com as melodias calcadas na guitarra rock das redondezas definiria a estética sonora predominante nesse período. The Who, Small Faces , Kinks, além de muitos outros nomes Europa afora, abraçaram com potência a nova onda.
Estamos em 1964!
Mas os Mods não estavam sozinhos, os Rockers (seus arquiinimigos) e os Teddy Boys (Primeiros jovens trabalhadores ingleses a se vestirem como aristocratas) estavam a espreita! Vários dos encontros entre gangues rivais acabavam em pancadaria generalizada! Tudo isso potencializado a mil, pelo consumo demasiado de anfetaminas (adotada como droga oficial do movimento).
O antagonismo entre Mods e Rockers era óbvio: os Rockers eram o oposto frontal daquilo que era cultuado pelos modernos da época; adoravam jaquetas de couro preto adornadas com broches e correntes, ostentavam vistosos topetes, se devotavam ao rock cinquentista dos EUA (considerado ultrapassado pelos nossos amigos) e seguiam o espírito de liberdade do motoqueiro norte-americano, desprezando as benesses do trabalho duro.
A radicalização histórica dessas diferenças ocorreu no dia 18 de maio de 64, no bairro londrino de Brighton, quando centenas de Mods e Rockers se enfrentaram com selvageria pelas suas ruas e praias. Este evento foi muito bem retratado no filme "Quadrophenia" de Franc Roddam.
Mod de dizer...
Apesar da proximidade do movimento Mod com o universo negro, (dividiam os mesmos bairros e até então compartilhavam muitas preferências musicais), o aparecimento do reggae e seus lamentos "melanínicos" de retorno à África e exaltação à negritude, fizeram com que essa identificação diminuísse gradualmente, já que os jovens britânicos (por mais boa vontade que tivessem) não conseguiam se ver em tais manifestos musicais.
Assim, perdendo seus principais aliados, e concorrendo com o psicodelismo, a nova linguagem oficial do florescente movimento Hippie, o movimento Mod degringolou-se, e os poucos resistentes foram rebatizados como Hard-Mods, e depois Skinheads (não confundir com movimentos neo-nazistas que se apropriaram, posteriormente, da alcunha).O movimento Mod estava enterrado!
Nos anos 70 houve um revival na Inglaterra (logicamente não com a mesma intensidade dos ?sixties?), capitaneado por bandas como a legendária The Jam de Paul Weller, ou ainda The Lambrettas, Vapors e Purple Hearts, lançadas por pequenos selos como Castle, Detours (nome da banda de Pete Towshend, antes de ser batizada como The Who), Big Beat e One Way Records.
No Brasil o movimento teve poucos ecos, mas podemos citar " ainda nos anos 60" a banda Som Beat, que chegou a gravar "My Generation" do Who. Outros possíveis pontos de contato foram o "pequeno príncipe" Ronnie Von e a banda The Beatniks.
Porém, o maior representante Mod nacional, despontou mesmo foi na década de 80: a banda paulistana Ira!, que em seu disco de estréia "Mudança de Comportamento" de 1985, presenteou os brasileiros com o hino Mod tupiniquim "Ninguém Entende Um Mod".
Nos anos 90 e 00 também temos representantes fortes, como os curitibanos do Relespública, Faichecleres e Tarja Preta, os paulistanos The Charts e Momento 68 (este menos Mod e mais psicodélico), os sul-riograndenses Plato Dvorak (das bandas Père Lachaise e Locecraft) e Cachorro Grande, além do também gaúcho Júpiter Maçã ("A Sétima Efervescência"), que apesar de afundado na psicodelia mantém certas características Mod.
Postado por Douglas Stange às sexta-feira, fevereiro 24, 2006 0 comentários
O Estudo Científico dos Bicho-Grilo - Texto de Carlos Melo
-O "Bicho-grilo porraloquensis" é resultado do cruzamento entre o intelectual da USP, o hippie da Bolívia e o capoeirista do Pelourinho.
-Ele se reproduz em cativeiro e habita os quarteirões entre as Ruas Fidalga e Rua Harmonia, na Vila Madalena.
-É reconhecidos por suas batas coloridas, lenços na cabeça e um vocabulário de apenas de quatro expressões: "só", "meu", "muito louco" e "tô louco pra caralho."
-A alimentação básica do Bicho-grilo porraloquensis é arroz integral, batata barôa, empanada argentina, tofu e mais arroz integral.
-Alguns deles tomam cerveja e fumam um cigarrinho fino e perfumado.
-Os Bicho-grilo têm muitos filhotes.
-Eles ninam esses filhotes à noite com músicas do Beto Guedes e do Led Zeppelin.
-Também gostam de colocar nomes diferentes nos filhotes, como Cauê, Aritana, Lenine, Stalimir, Krishna ou Sidarta.
-Nos anos 90, com a proliferação dos bares de pagode e da novela "Vila Madalena", os Bicho-grilo começaram a entrar em extinção.
-Não podiam mais dormir em redes na varanda e foram ficando cada vez mais tristes. Foi aí que aconteceu a grande fuga dos Bicho-Grilo em direção à Visconde de Mauá, São Tomé das Letras, Trindade e calçadas do Espaço Unibanco.
-Hoje existem poucos espécimes na Vila.
-Por causa disso, não coma um Bicho-Grilo!!!! Se for inevitável, use camisinha.
Vamos preservar a natureza.
Boa noite.
Postado por Douglas Stange às quarta-feira, fevereiro 22, 2006 0 comentários

Postado por Douglas Stange às terça-feira, fevereiro 21, 2006 0 comentários

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com
DeusTenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com
DeusTenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nadaNada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar
Gilberto Gil
Que nada, é só ligar pro papai!!! - rs
Agora, falando sério.
As vezes olho para o céu como a Diarista e penso: "Tá caprichando; hein, colega?!!!"
Outras vezes, como se dialogasse de fato com o Criador; indago o porque tenho de passar pelo que tenho passado nos últimos 2 anos, o que estou aprendendo com isso, o que isso está acrescentando à minha evolução espiritual; pergunto se por acaso estaria eu aprendendo à engolir sapos e afirmando que, se a intenção for essa, já engolí o suficiente, portanto já aprendí bem a lição.
Porém, nem sempre o que a gente pensa ser o "suficiente" realmente é.
Postado por Douglas Stange às sexta-feira, fevereiro 17, 2006 0 comentários