8 de dezembro de 2009

Util ou futil?

interrogacao

Cada vez mais fico abismado com a futilidade do ser humano. Dá a impressão de que as pessoas encastelam-se em uma redoma de falsa felicidade e dizem “eu sou feliz, se você não é, foda-se!”.

Costumo participar de várias comunidades no Orkut e na maioria delas, as pessoas parecem concentrar-se em joguinhos do tipo “Beija o de Cima ou Arrisca no Debaixo?” ou “Qual Gato(a) da Página Vc. quer Pegar?”. Não serei hipócrita, gosto de participar desses joguinhos as vezes; entretanto, sempre que se tenta falar sério (ou próximo), o desinteresse é geral. As pessoas parecem mais preocupadas em mostrar que “estão pegando a(o) gatinha(o) mais cobiçada(o), ou em sabem quem está pegando quem, e outras boçalidades do gênero; perdendo seu precioso tempo em “momentos Nelson Rubens virtuais”.

Em uma determinada comunidade, foi organizada uma campanha “Natal sem Fome”; com o intúito de arrecadar alimentos, roupas usadas, brinquedos, materiais de limpeza e higiene; para uma instituição de caridade. Muita gente dispôs-se a ajudar, foram realizados alguns eventos para arrecadação, etc. Algumas das pessoas que se propuseram a colaborar, simplesmente tiraram da reta. Outros, simplesmente chegavam nos eventos de mãos abanando, só para “fazer uma social”, na maior cara de pau!!! E ainda tentaram colocar a culpa na pessoa responsável pela organização, dizendo que “as coisas não ficaram muito claras”, “faltou comunicação” e outras desculpas esfarrapadas do mesmo naipe.

Pois bem; isso tudo faz parte de um mundo virtual, eu não deveria incomodar-me tanto. Entretanto, se pararmos para pensar, constataremos que o mundo virtual nada mais é do que um reflexo do mundo real. Quantas pessoas conhecemos fora do meio virtual (até mesmo entre nossos parentes) que fazem questão de mostrar o quanto estão “bem na fita”? Esfregar na cara dos outros: seu belíssimo emprego (mesmo que na verdade não seja tão bom assim), sua(seu) namorada(o)/noiva(o)/esposa(marido) “que todo mundo queria, mas só ele(a) teve competência”(mesmo que não seja nada disso), seu carrinho do ano(mesmo que tenha sido financiado pela BV Financeira em “N” prestações, que somadas formam um valor suficiente para a aquisição de outro veiculo, além do financiado), suas “roupinhas da hora”; entre outras futilidades, virou regra quase geral. Claro, atitude essa acompanhada da frase “eu tenho, você não tem; você sifu, eu sou superior!”

Isso sem falar das preocupações excessivas com a vida alheia. Tem gente que não se contenta com as telenovelas e querem ainda as “novelas da vida real”; acompanahado atentamente cada passo de pessoas próximas, aguardando ansiosamente pelo próximo capítulo e comentando com a vizinhaça no dia seguinte. Não é a toa que surgiu a expressão “não me acompanhe que eu não sou novela!”

Se as pessoas soubessem o quanto isso não leva a absolutamente nada, o quanto são efêmeros e inúteis esses prazeres; o quanto isso conta pontos negativos, não só para uma eventual “vida futura” (isso, quando acreditam em algo divino e REALMENTE superior) mas perante a sociedade na VIDA ATUAL mesmo…

BOLSA FUTIL

3 Comments:

Denise said...

o ser humano é assim... Pelo menos a maioria deles. Lembro quando eu morava em Blumenau, muita gente andava de carrão importado, mas devia até as cuecas pro banco.
Quanto ao orkut, bom.. aquilo lá é festa do caqui mesmo né.. Até tem vida séria lá dentro, mas é muito pouco, infelizmente a maioria das pessoas só quer fazer um social mesmo.. Uma meleca.. Mas isso tudo reflete a sociedade em que vivemos.. Imediatista, individualista, e extremamente egoísta.

Anônimo said...

Concordo plenamente.

Silvia 'Sam' Cássivi said...

Detesto esses jogos, acho falta do que fazer.
E a cara de pau sem limites dos convidados é incrivel, se é um evento pra arrecadar isso ou aquilo precisa dizer que é pra levar algo? tsk tsk tsk