27 de novembro de 2008



Vendo as imagens pela TV fico passado. Sim, tudo bem, não é o único lugar do mundo onde ocorrem catástrofes e pssoas sofrem. Fico realmente chateado por ser um Estado maravilhoso com um povo muito legal, trabalhador, com caráter acima da média nacional. Um Estado que eu amo, onde tenho alguns grandes amigos e onde eu gostaria de ir morar algum dia.

Ninguém merece passar por esse tipo de expiação, mas em tratando-se de Santa Catarina, dá uma sençaão de "um cadinho á mais de injustiça". Bom, não é bem assim; não é a primeira vez que esse tipo de catástrofe ocorre naquele Estado. Lembro-me das grandes enchentes no iníco dos anos 80. Inclusive, a Oktoberfest (evento de que tanto gosto) de Blumenau foi criada para ajudar a arrecadar fundos de modo a amenizar um pouco o sofrimento das vítimas. Recentemente um especialista alertou para a possibilidade deste tipo de catástrofe voltar a ocorrer, e não era pequena. Houve, de certo modo, uma espécie da "acomodação", as pessoas acharam pouco provável a repetição daquelas fatídicas inundaçãoes de 1983 e não tomaram os devidos cuidados.

Uma amiga virtual que morava em Blumenau até recentemente, publicou isso em seu blog.

De qualquer forma, isso tudo é um tanto desagradável. Fico pensando nos amigos que tenho por lá, inclusive uma ex-namorada com uma filha pequena, residentes em Jaraguá do Sul, uma das cidades mais atingidas. Entrei em contato com ela pelo Orkut, e felizmente está tudo bem com ela e com a família, a água chegou próxima a casa dela, mas não tiveram nenhuma grande perda; porém, fico imaginando o sofrimento que ela pasaa, pois ela trabalha com um projeto social na periferia da cidade, onde certamente, houveram muitas vítimas, então, mesmo sofrendo diretamente pouco, indiretamente ela deve estar sofrendo um bocado.

Terça-feira, lá no Centro foi citado o caso de um rapaz recém casado, que perdeu tudo, móveis todos novos, etc. Ao invés de choramingar, foi ele trabalhar como voluntário, pois haviam pessoas que tiveram ainda mais perdas do que ele.

Que fiquem as lições:

- Não subestimar a força da natureza;
- Tomar devidas e pequenas providências, tipo, não jogar lixo nas ruas e nos rios, não construir nada em área de risco, procurar sempre as autoridades e ONG´S antes de ocupar qualquer área. São coisas pequenas, que somadas fazem uma grande diferença em ocasiões como esta;
- Recentemente, tenho andado um pouco resignado com minha condição de vida atual e com alguns percalços que tenho passado ultimamente; então fica uma série de lições para minha pessoa; como por exemplo a do rapaz que perdeu tudo e ainda assim arranjou forças para ajudar quem havia perdido ainda mais do que ele. Não que eu queira "nivelar por baixo", ou conformar-me com minha situação simplesmente porque há um monte de gente em situação muito pior; e sim, a força que temos que tirar de dentro de nos mesmos para vencer todo e qualquer obstáculo, os exemplos que este triste episódio irão proporcionar.

2 Comments:

Denise said...

Olha, as pessoas se acomodam mesmo, subestimam a força da natureza.. e contra a força da natureza ninguém pode. Até tentamos amenizar um pouco, mas quando ela quer, ela leva tudo mesmo.
Agora, vamos ver como vai ser daqui pra frente. Queria acreditar no governo, mas infelizmente não dá. Tudo isso que está sendo discutido agora, foi discutido em 83.. Pois é...

Maria Leonor said...

Pior q toda a destruição de casas, patrimonios, terrenos.. é q essa tragédia tem rosto, tem sentimentos, tem pessoas envolvidas... Visitei ontem a Blumenau. É doído ver as ruas cheias de moveis destruídos, pessoas tentando limpar suas casas, pessoas reconstruindo o q foi destruído.. casas soterradas...
pessoas sem casa, sem onde ir, sem familia...
Gostaria de colocar a culpa dessa tragédia nas pessoas, na ocupação indiscriminada, ou até mesmo nas autoridades... mas nenhum desses "culpados" pode deter as águas q caíram 80 dias seguidos, sem trégua. nenhum pode deter o mar de lama q se despreende de nossos morros como sorvete derretido...
A Deus coube fazer cessar a chuva... e a nós, juntos superar toda a dor, perda e reconstruirmos novamente nossas cidades...